Imagem alusiva a "o que fazer numa entrevista de emprego"

Na semana passada falámos acerca daquilo que achamos que deve – ou não – fazer aquando de uma candidatura espontânea a um trabalho.

E prometemos que esta semana daríamos dicas acerca de “o que fazer numa entrevista de emprego”.

Vamos lá?

1. Adeque-se aos novos tempos

São cada vez mais as empresas que usam o Skype – ou outra ferramenta online – para realizar as entrevistas.

Na weSribe também optamos por esse ferramenta por dois motivos: a praticidade e a ausência de custos e deslocações desnecessárias.

Se a empresa a que se candidatou espontaneamente pedir para que se reúnam via Skype tente não recusar logo à primeira apenas porque não conhece a ferramenta ou não tem o hábito de usar.

Lembre-se que o mundo está em constante mutação e as novas tecnologias vieram para ficar. E vão ficar.

O facto de, por exemplo, ter 25 anos de experiência e nunca ter precisado de fazer uma entrevista pelo Skype não justifica que não seja preciso agora. Possivelmente também não usava telemóvel há 25 anos. Ou mandava vir a sua refeição através de uma aplicação. Ou ainda, via o seu médico passar-lhe uma receita de medicamentos através de sms. E agora isso acontece!

Repare: É legítimo que não queira fazer uma reunião via skype. Possivelmente terá os seus (válidos) motivos.

Mas tente perceber se são realmente motivos intransponíveis (não ter câmara embutida no computador, por exemplo, nem possibilidade ou vontade de adquirir uma) ou apenas desconhecimento e desconfiança.

Sobretudo se se candidatar espontaneamente a uma empresa de vertente tecnológica.

Leia também  Transcrição automática de áudio

2. Não arranje obstáculos desnecessários

Às vezes a vida dá umas voltas e aquilo que era possível hoje de manhã já não é à tarde.

Toda a gente compreende isso, incluindo as empresas.

Na weScribe por exemplo, somos altamente flexíveis na remarcação de uma reunião (na maior parte das vezes nem sequer sabemos os motivos do reagendamento).

 Mas não confunda flexibilidade com “deixa-andar”.

Se desmarca três vezes uma entrevista/reunião e ainda chega atrasado no dia em que ela se realiza (seja presencialmente, seja via Skype) provavelmente vai passar uma imagem de alguém irresponsável e incapaz de cumprir compromissos.

E veja bem: se tentar marcar um café com aquele amigo e ele desmarcar três vezes e aparecer atrasado na quarta, não vai (nem que seja ligeiramente) ficar chateado?

3. Estar à vontade não é estar à vontadinha

Na weScribe tentamos que o ambiente que rodeia a equipa e os transcritores seja de cordialidade.

Não tratamos ninguém por tu mas evitamos o “excelência”.

No entanto, estas regras adequam-se muito de empresa para empresa e é importante que vá observando e percebendo qual a melhor postura a ter numa reunião.

Por via das dúvidas nunca trate ninguém por tu (a não ser que seja incitado a isso) e não use calão ou expressões brejeiras.

O “tipo, pá, gajo, porreiro, porra” e afins são dispensáveis.

(E, em boa verdade, faz parte da boa educação, certo?)

4. Uma entrevista serve para esclarecer dúvidas de parte a parte. Mas tenha atenção à maneira como pergunta

Repare: se uma empresa aceitou analisar uma candidatura espontânea e marcou uma reunião, a não ser que não seja uma empresa séria, não irá esquecer-se de falar acerca do pagamento.

É evidente.

Pelo que não faz grande sentido –  e poderá mesmo levar a algum mal-estar – quando, ainda antes de dizer bom dia, apresentar-se ou explicar os motivos que o levaram a candidatar-se faça de chofre a seguinte pergunta:

Quanto pagam?

Repare que se o fizer, na weScribe isso não é um fator de exclusão.

Mas poderá ser noutro sítio. E com algum sentido, uma vez que passa uma ideia de que se move unicamente pelo dinheiro e nada mais interessa.

(Evidentemente que ninguém quer trabalhar de graça, mas de certeza que na sua candidatura não disse que seria uma mais-valia para a empresa porque eles lhe iriam apenas pagar, certo?)

Tente primeiro ouvir o que têm para lhe dizer, explicar o que sentir necessidade e, mais importante do que isso, evite que a primeira frase a sair-lhe dos lábios seja:

Antes de mais nada, como é quanto à massa, à grana, ao pilim, à cena que move o mundo?

5.Tenha em atenção a arrogância e antipatia

Que na maior parte das vezes são apenas sinónimo de ansiedade.

Nós sabemos isso.

Mas repare que se entra numa entrevista de emprego de cara cerrada, nariz empinado e responde curto e grosso, das duas uma:

  • ou realmente não tem interesse no trabalho;
  • ou é a sua personalidade e tem de arcar com as consequências dela.

É que, se pensar bem, é bastante provável que esteja a ser entrevistado por um possível chefe ou colega de trabalho. E logo, é também provável que aquela pessoa não queira vir a trabalhar com alguém que aparenta – muitas das vezes apenas porque está nervoso – ser arrogante e antipático.

Por isso, se estiver nervoso:

  • tente respirar fundo antes da reunião;
  • repita para si mesmo que se foi selecionado para a entrevista é porque à partida, estão interessados em si. Logo, os nervos são desnecessários. E a arrogância também.

(Basta pensar: quando vai a um restaurante, gosta que lhe perguntem o que vai comer de forma ríspida e antipática?)

E sobretudo lembre-se:

Uma oportunidade é isso mesmo: uma oportunidade.

Não significa que saia da entrevista com trabalho garantido.

Seja porque a empresa não está interessada em si, seja porque não há interesse seu na empresa.

Mas nada melhor do que concluir que fez o melhor que podia e sabia.

E se deu o seu melhor não precisava de ter feito mais nada.

 

Até para a semana.

E não se esqueça de partilhar este artigo se achar que pode vir a ser útil a alguém.

0
Comments

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *