Pc e haedphones usados para fazer transcrições

A pergunta que se impõe no que ao fazer transcrições diz respeito:

Mas já alguém ficou rico, muito rico mesmo, ao nível de nunca mais precisar de mexer uma palha (nem mesmo coçar aquela borbulha nas costas)?

Infelizmente não… sabemos! Não sabemos mesmo. Acreditamos que não (até o nosso Ronaldo deve coçar as próprias costas) mas nestas coisas nunca se sabe.

Enfim, de uma certeza temos:

Seja por conta própria, seja através de uma empresa, é possível arregaçar as mangas e, a partir de casa, escrever o que se ouve ganhando dinheiro em troca: é o que se chama fazer transcrições.

 

Certo. Quero ser transcritor. E agora? É só sentar e esperar?

#evidentemente que não

 

Antes de mais é preciso clientes (e disso falaremos não tarda nada).

No entanto, o cliente conquista-se (sobretudo) pela qualidade do trabalho. E para fazer um bom trabalho é preciso, da parte do transcritor, atenção a alguns aspetos.

Por isso, imbuídos desse espírito alinhavamos 5 dicas de como aumentar a produtividade ao fazer transcrições e, quem sabe, ganhar tanto dinheiro que nunca mais precise de coçar, sozinho, a omoplata esquerda!

1 – Estar disposto a aprender

A verdade é que quem sabe só de uma coisa nem dessa coisa sabe. Acredite. Se eu souber muito de batatas – e apenas de batatas – nem de batatas vou saber. Porquê? Porque também preciso de perceber um bocadinho de sal e óleo e temperatura para as saber fritar. Na transcrição é o mesmo. É preciso estar disposto a aprender (ou reaprender) regras gramaticais, acordos ortográficos, jargões de determinadas áreas, entre tantas outras coisas.

Não é preciso saber tudo mas é preciso ter a humildade de perceber a necessidade de pesquisar, investigar, estar atento e estudar.

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2 – Determine conscientemente qual é a sua disponibilidade para fazer transcrições

Questione-se:

* Quanto tempo posso dedicar à transcrição?

* Estou desempregado e entre currículos tenho toda a disponibilidade?

* Isto é a minha profissão? O meu ganha-pão? (Ou outro ganha qualquer, que o pão tem andado pelas ruas da amargura).

* Conjugo a transcrição com outro trabalho ou estudo e tenho duas horas por dia e o fim de semana?

Ótimo. Todas as opções são boas desde que sejam pensadas. E o assumir dos trabalhos deve ser feito de acordo com essa mesma disponibilidade.

De que vale ir com a sede toda ao pote e aceitar um trabalho para amanhã, de cinquenta e duas horas e vinte e dois segundos de transcrição, se ainda tem de ir trabalhar noutra coisa a tarde toda? Não conseguirá dar resposta ao trabalho assumido e, o mais certo, é que entregue ao cliente (ou à empresa para quem presta serviços) uma transcrição mal feita, sem estar revista ou, na pior das hipóteses, fora do prazo.

Portanto, saiba a sua disponibilidade, perceba qual o seu ritmo de trabalho, analise o tempo dos ficheiros a transcrever e só depois aceite.

Acredite: um mau trabalho mesmo que no meio de cinquenta bons pode resultar na perda de um cliente (ou de uma empresa para a qual preste serviços).

 

3 – Aposte em alguns equipamentos

Sim, trabalha a partir de casa e por isso pode transcrever no sofá, todo torto, com o áudio num volume bem elevado e naquele surface pequeno que tem de estimação?

#nãonãonãonãonão

Uma transcrição de dez minutos demora, em média, de 40 minutos a 1 hora. Se for um ficheiro de uma hora veja lá quanto tempo não vai ficar sentado a ouvir e a escrever, a escrever e a ouvir.

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Por isso, é importante que esteja bem sentado. Não precisa de ser numa cadeira caríssima, de pele e com vinte e duas rodas e duzentas molas, mas deve ser pelo menos uma cadeira (e não um sofá ou um banco) que proporcione algum suporte lombar e lhe permita estar direito. Tente usar um ecrã maior do que o de um tablet minúsculo que cabe numa carteirinha de mão. É sério. Quanto maior for o ecrã menos esforço vai fazer nos olhos e melhor vai ser o seu trabalho. Por fim, use também headphones. Vai ouvir o som muito melhor, não vai ficar tão cansado e, em consequência, trabalhará num ritmo mais constante.

 

4 – Recorra a software

Pois. Não estamos a falar de transcrição automática (que não, não é sequer uma solução) mas sim software que ajuda na transcrição: melhora a qualidade do áudio, retira ruídos chatos, aumenta o volume, etc.

Existem muitos online e  alguns até são gratuitos (podemos fazer uma lista deles se quiser). Experimente.

 

5 – Faça pausas

É isso mesmo: pausas.

Só fazemos um bom trabalho se tivermos um regime que nos faça levantar, esticar as pernas, descansar os olhos do teclado e os ouvidos do julgamento, tese, aula ou entrevista que estamos a passar para a escrita. Pode fazer pausas mais curtas e com mais frequência, ou mais longas e menos vezes. É como resultar para si, mas o importante é que as faça.

Vai ver que resulta!

Ah! E porque queremos ajudá-lo nesses intervalos estamos a oferecer um cartão pré-pago da Netflix! Isso mesmo. É só passar pela nossa página de facebook e seguir as instruções. Tem até dia 18 de outubro!

 

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Comments
  1. Dulce Vilas Boas

    Tenho feito trabalhos de transcrição e gosto.
    As dicas e sugestões apresentadas pelo WeScribe são, sem dúvida, importantes. Tento estar atenta às mesmas e aplicá-las.
    De momento, tenho capacidade para aumentar o meu volume de trabalho. Por isso, gostaria que me sugerissem, se possível, contactos nesse sentido.
    Muito obrigada.
    Os meus melhores cumprimentos,

    Dulce Vilas Boas

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