como transcrever de forma mais eficiente

Transcrever não é uma tarefa fácil. Em primeiro lugar, exige concentração e disciplina. Depois, precisa de ser rigoroso, perfeccionista e ter atenção ao detalhe. Mas a pergunta que se impõe é:

Como transcrever de forma mais eficiente?

Não há uma resposta certa e errada. Sabemos isso, sobretudo, porque na weScribe trabalhamos com vários transcritores diferentes, de áreas muito diferentes e com métodos de trabalho distintos.

As nossas exigências não são muitas mas, as que 5 temos são imperativas:
  1. Em primeiro lugar, não admitimos erros ortográficos.
  2. Assumimos que todos os trabalhos são revistos e, assim, deixamos de trabalhar com aqueles que não o fazem.
  3. Não é nossa exigência que os trabalhos sejam aceites pelos transcritores, mas os que são têm de ser levados até ao fim.
  4. Não admitimos incumprimentos de prazos.
  5. A palavra “imperceptível” deve ser usada com extrema moderação e, consequentemente deve fazer uma pesquisa sempre que não compreenda qualquer termo/fala.
Sabemos que os transcritores em quem confiamos preenchem estas condições e estamos agradecidos pelo seu empenho e dedicação.

 

Assim, e voltando à pergunta inicial… não existe um método perfeito, uma fórmula secreta, uma maneira excelente de transcrever.

Mas temos dicas, sugestões, conselhos que damos – de forma gratuita, claro está – e que podem ajudar muito na hora de sentar, correr o áudio e começar a transcrever.

Esta semana, imbuídos deste espírito de altruísmo – em dois posts distintos – vamos partilhar quais são.

Hoje deixamos 3 dicas.

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Tenha um local confortável, sossegado e com material adequado.

Já falamos sobre isto.

Não vale a pena achar que vai conseguir transcrever uma hora de áudio estando sentado no sofá, com a tv ligada ao mesmo tempo, o portátil nas pernas e uns phones comprados por dois euros e meio na loja da esquina.

Trabalho é trabalho e transcrever é um trabalho rigoroso.

Consequentemente, precisa de um local o mais silencioso possível, com condições mínimas. Ou seja, precisa de uma cadeira razoavelmente confortável. Um monitor que não seja minúsculo e o ponha vesgo (há muito mais tendência a trocar termos, palavras, frases à medida que vai transcrevendo e um monitor pequeno não ajuda). Uns headphones que isolem, minimamente, o ruído exterior.

Nem toda a gente pode investir nesse material, pode dizer. E é verdade. E é legitimo que seja transcritor na mesma.

No entanto, a bem do seu corpo e mente tente o mais possível encontrar um local e material que o ajude a estar confortável e concentrado.

 

Ouça pequenos trechos e transcreva os mesmos.

Depois que decidiu começar, instalou-se no seu local tranquilo e com material minimamente adequado, é simples:

  • Primeiro de tudo ponha o áudio a correr.
  • Ouça pequenos trechos.
  • Faça pausa no áudio.
  • Finalmente transcreva o que ouviu.
  • E assim sucessivamente até ao fim.

Não vale a pena ouvir parágrafos inteiros achando que poupa tempo. Porquê?

Porque o cérebro humano – a não ser em raras exceções – não tem a capacidade de, durante muito tempo, ouvir e memorizar automaticamente longas frases.

Assim, o que acontece quando o faz? Provavelmente metade fica por transcrever e vai ter o dobro do trabalho na revisão.

 

Faça as marcações de tempo, comentários, correção de erros na revisão.

É uma maneira de ganhar tempo.

Tem necessariamente de rever. Então o melhor é que nessa revisão corrija tudo, incluindo as marcações de tempo. Muitas vezes há exigências específicas do local onde as mesmas devem estar e, ao corrigir duas palavras, a marcação fica desformatada obrigando, provavelmente, a que altere tudo novamente. E se em ficheiros de cinco minutos o transtorno não é muito, quando se trata de ficheiros de uma hora…

 

Nota final: muita gente nos pergunta se vale a pena investir em softwares e material específico, como pedais, kits de transcrição, etc. É evidente que a resposta a isso depende dos objetivos de cada um: não vale de nada investir em material caro se for transcrever cinco minutos de dois em dois meses. Ou comprar tudo isso e depois trabalhar na cama, meio deitado, meio sentado.

Nós achamos que um bom trabalho coaduna-se com uns headphones de boa qualidade, um teclado que, no mínimo, tenha comandos de áudio (pausa, aumentar e diminuir volume, etc) e um monitor que não seja, por exemplo, do tamanho de um pequeno tablet. O resto vai depender da opção pessoal de cada um.

 

Temos mais 4 dicas digas de nota que vamos deixar na próxima sexta feira.

Até lá… boas transcrições.

Aproveite.

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