Muitos dos nossos transcritores trabalham em regime de freelancing.

Significa isto que, sendo donos e senhores do seu tempo, definem horários, metas de trabalho e objetivos.

Sobretudo porque, na weScribe, têm total liberdade de decidir quais os trabalhos que pretendem aceitar e que lhes compensam seja a nível de tempo, seja monetariamente.

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É sabido, no entanto, que uma das grandes dificuldades do trabalho por freelancing está, precisamente, na organização e no combate à procrastinação.

O combate ao deixar para depois que causa grande stress para entregar trabalhos em tempo.

Posto isto, e como lidamos com esse problema diariamente, decidimos não só explicar quais as diferenças entre preguiça e procrastinação como… deixar algumas dicas de combate.

Vamos a isso?


Procrastinação e preguiça… é tudo o mesmo?

Não.

Convém esclarecer que procrastinação e preguiça são coisas diferentes (ainda que às vezes se complementem, numa espécie de aliança destruidora de cumprimento de prazos).

O que é a procrastinação?

Procrastinar significa adiar qualquer coisa, constantemente. Seja a realização de uma tarefa/trabalho, seja o cumprimento de uma responsabilidade ou de um compromisso (pessoal ou profissional).

Aquando da necessidade de fazer algo, o cérebro encontra desculpas para deixar para daqui a uma hora, para logo à tarde, para amanhã de manhã, para amanhã à noite e assim sucessivamente.

Há sempre uma qualquer desculpa:

  • uma coisa mais urgente para fazer agora,
  • uma necessidade qualquer que se sobrepõe à outra,
  • a ida à casa de banho,
  • um vídeo engraçado que tem mesmo de ser visto,
  • aquele telefonema à tia avó que fez anos em janeiro passado.

Tudo serve.

O ditado que menos se aplica ao procrastinador é: não deixes para amanhã o que podes fazer hoje. Na verdade, o seu lema é exatamente o contrário: Por que motivo fazer hoje se posso deixar para amanhã? Para quê começar a transcrever agora se o prazo só termina daqui a duas horas?

Quais os motivos que levam à procrastinação?

Existem alguns motivos que levam a este tipo de comportamento:

  • A tarefa a realizar é algo que não gosta e que se traduz em algo que o contraria.

Exemplo: realizar uma transcrição com um péssimo áudio. Sabe que assumiu aquele trabalho mas não está nada confortável com ele e, por isso tende a adiá-lo.

  • Sente que a tarefa a realizar é muito difícil e que, por isso, não vai conseguir cumpri-la. Nestes casos torna-se complicado começar algo que, à partida, sabe que não vai levar a bom porto. Em consequência, cada vez se torna mais difícil começar e cada vez mais se adia.
  • Está desmotivado, sem qualquer ânimo para realizar a tarefa em falta. E logo, qualquer outra coisa parece muito mais apelativa. Mesmo que seja limpar o pó debaixo da cama.

Por outro lado, este tipo de conduta tem muitas vezes origem em problemas mais profundos, como baixa autoestima, comportamentos autodestrutivos, dificuldades de concentração, bloqueios de criatividade, stress, medos, etc.

Mas quais os efeitos da procrastinação?

Como todos os problemas/ maus hábitos, a procrastinação acaba por trazer consequências menos agradáveis.

Se adia constantemente tarefas/trabalhos/responsabilidades que deveria fazer, acaba por sofrer na pele as consequências.

Deixamos exemplos:

O sentimento de stress, ansiedade, culpa aumenta.

É normal.

Se vai adiando constantemente… o peso da tarefa não cumprida vai aumentando. Em consequência, sempre que tenta começar… esse mesmo peso vai impedindo cada vez mais – numa espécie de bloqueio emocional – que veja as coisas com racionalidade. E tudo isso causa ainda mais stress, a ansiedade e a culpa.

Por exemplo:
  • Imagine que está inscrito como transcritor na nossa plataforma e demonstra disponibilidade para um prazo de entrega de 78 horas.
  • Após aceder ao ficheiro percebe que é algo mais “chato” porque apesar de gostar de transcrever julgamentos, naquele caso, está em causa uma disputa de terrenos e não lhe apetece nada transcrever sobre cinco centímetros a mais ou a menos.
  • Inicialmente, apesar de saber que tem capacidade para a realização do trabalho, começa por adiar para amanhã, visto que ainda vai a tempo.
  • E apesar de sentir uma pontinha de culpa, diz a si mesmo que não está a falhar nada.
  • No dia a seguir, quando quer começar o trabalho, a culpa está a aumentar.
  • Até começa, mas logo põe de lado porque, para si, aquilo é mesmo chato.
  • Mais tarde, quando retoma o trabalho o sentimento de culpa é cada vez maior.
  • Olha o tempo a passar e sente aumentar o stress por mal ter começado.
  • Transcreveu 5 minutos de 2 horas.
  • Adia mais um bocadinho porque ainda falta algum tempo e diz a si próprio que já fez coisas piores.
  • Mas o stress começa a persegui-lo.
  • De tal forma que só quer não pensar nisso e aliviar a consciência.
  • A pouco tempo do prazo sabe que tem mesmo de o fazer e decide atirar-se com garra ao trabalho.
  • Mas agora, aliado ao stress e culpa inicial, vem a certeza de que não é possível cumprir o que se propôs porque já não é temporalmente possível.

Em consequência…

Perde produtividade e rendimento

Como é evidente.

  • Uma coisa que até seria feita sem grande dificuldade torna-se o bicho papão.
  • Não consegue transcrever com rigor.
  • Ouve uma vez e escreve com muita pressa, sem sequer perceber se era mesmo aquilo que ouviu.
  • Não tem tempo para pesquisar certos termos.
  • Tenta chegar lá pelo sentido.
  • Não consegue e quando está totalmente desesperado percebe que é mesmo impossível: terá de admitir-nos que não vai conseguir entregar o trabalho em tempo.
  • Percebe que não vai ser pago pelo mesmo e, pior, pode não voltar a ser pedida a sua disponibilidade.
  • E com isso lá se vai uma fonte de rendimento.

Além disso…

Aumenta o sentimento de vergonha

  • Tem de admitir a si e aos outros que falhou.
  • Precisa de telefonar ou mandar um e-mail a dizer “não fui capaz”, “não cumpri o prazo”.

Claro que há quem adiante desculpas que não são verdadeiras (“o meu cão roeu-me o teclado”) mas se deixou para os últimos cinco minutos a admissão disso mesmo, torna-se difícil que o levem a sério.

Ou seja, algo que era apenas chato inicialmente, tornou-se num problema bicudo, com sentimentos sérios que acabam por o perseguir e que – pior ainda – se podem repetir no futuro, em outros trabalhos.

É isto a procrastinação.

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E a preguiça? O que é?

O preguiçoso, contrariamente ao procrastinador (que faz, ou tenta fazer as tarefas), escolhe não fazer nada. Não adia. Simplesmente não faz e assume que não vai fazer.

Na maioria das vezes a preguiça está associada à falta de compromisso, de incapacidade de assumir responsabilidades e incapacidade de desenvolvimento pessoal e profissional.

Claro que é importante que não se confunda aquela preguiça que todos temos de vez em quando, com uma sensação constante de não querer fazer nada todos os dias (a não ser certas e determinadas coisas).

É normal estarmos cansados ao fim de um dia de trabalho e termos preguiça de ainda ir cozinhar ou lavar a louça. Ou, depois de uma semana intensa, termos preguiça de conduzir alguns quilómetros para o almoço domingueiro com a família. É normal. Faz parte.

Mas ter preguiça todos os dias, indisposição para fazer seja o que for, não é de todo normal.

Pode mesmo significar que a pessoa está desmotivada, sem metas, sem objetivos, sem um sentido de vida. Pode até significar, em alguns casos, que está doente emocionalmente e precisa de ajuda para se reencontrar.


E é isto.

Percebeu a diferença entre uma coisa e outra?

  • O procrastinador adia, mas faz ou tenta fazer.
  • O preguiçoso nem sequer adia: não faz nem quer fazer.

Seja qual for o seu caso… fique por aí. Na próxima sexta feira vamos deixar ficar um artigo com dicas para o ajudar a lidar e a combater a procrastinação.

Até lá conte-nos:

  • Já passou/passa por isto?
  • O que faz para lidar com este problema?
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